Vagas Limitadas para turma de março.
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
#Encceja: confira como retirar o certificado de conclusão do Ensino Médio
As orientações são destinadas aos participantes que indicaram a Secretaria da Educação como instituição certificadora
Os aprovados na edição do Encceja 2017, que indicaram a Secretaria da Educação como instituição certificadora, já podem conferir orientações para a retirada do certificado de conclusão do Ensino Médio. Para solicitar o documento, basta selecionar o local para a retirada e imprimir o seu protocolo clicando aqui.
Os participantes que concluíram o Ensino Médio por meio de aprovação no Encceja, com o aproveitamento de áreas/disciplinas eliminadas em exames anteriores deverão enviar o pedido e a documentação necessária para uma Diretoria de Ensino. A orientação também vale para aqueles que desejam solicitar o atestado de eliminação de áreas de conhecimento. Clique aqui e consulte endereços e telefones das Diretoria de Ensino.
Confira aqui o comunicado com a relação de documentos para solicitar o certificado e todas as orientações sobre a certificação do Encceja 2017, que foi publicado pela Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação (CIMA).
Sobre o Encceja 2017
A lista de aprovados no Encceja 2017 foi disponibilizada na Página do Participante no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Para solicitar o certificado do Ensino Médio, o participante deve ter atingido o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Encceja. No caso de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias no Ensino Médio, o candidato deverá adicionalmente obter proficiência na prova de Redação para obter certificação. Será considerado habilitado na Redação, o participante que obtiver nota igual ou superior a cinco pontos.
O exame garante o certificado de conclusão do Ensino Médio aos que não se formaram na idade certa. Além do Encceja, a Educação oferece outras opções para a conclusão dos estudos que podem ser consultadas por meio da página de Educação de Jovens e Adultos
Confira aqui o comunicado com a relação de documentos para solicitar o certificado e todas as orientações sobre a certificação do Encceja 2017, que foi publicado pela Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação (CIMA).
Sobre o Encceja 2017
A lista de aprovados no Encceja 2017 foi disponibilizada na Página do Participante no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).
Para solicitar o certificado do Ensino Médio, o participante deve ter atingido o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Encceja. No caso de Linguagens e Códigos e suas Tecnologias no Ensino Médio, o candidato deverá adicionalmente obter proficiência na prova de Redação para obter certificação. Será considerado habilitado na Redação, o participante que obtiver nota igual ou superior a cinco pontos.
O exame garante o certificado de conclusão do Ensino Médio aos que não se formaram na idade certa. Além do Encceja, a Educação oferece outras opções para a conclusão dos estudos que podem ser consultadas por meio da página de Educação de Jovens e Adultos
Vídeo: Emilia Ferreiro - Uso da cartilha no Brasil
Atualmente tenho percebido a divulgação de muitos sites sobre como alfabetizar seu filho, porém ao analisar estes materiais tenho me deparado com propostas baseadas no método fônico, método que pressupõe que a aprendizagem é feita de fora para dentro e para isso utilizam-se de uma técnica fundamentada no som das letras. Esta concepção NÃO considera o que a aluno já sabe, muito menos respeita as ideias que ele constrói por meio das experiências de contato com o mundo letrado no qual vive. Estes métodos que se vendem como fantásticos não levam em consideração o conhecimento construído pelo sujeito, as ideias que elaboram que estão dentro e não fora dele, tornando-os meros objetos de depósito de informações. Além disso desprezam tudo que se sabe até hoje sobre o processo de aquisição da leitura e da escrita. Próxima turma do curso em março!
Vídeo: Emilia Ferreiro - Alfabetização sem Cartilha
A cartilha dá conta do que as pessoas chamam de alfabetizar letrando? Percebam que a critica a Cartilha é feita nada mais, nada menos do que Emilia Ferreiro. Não percam nosso curso de março, vamos aprofundar estas e outras questões de forma prática.
1º dia do Curso de Empoderamento de Professores Alfabetizadores (Turma de Fevereiro)
Não há como alfabetizar respeitando a criança sem EMPODERAMENTO.
O que a literatura tem a ver com isso?
MEC prorroga adesão de estados e municípios ao Mais Alfabetização
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
O prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização foi prorrogado para 15 de fevereiro. A data anterior para o fim do período de adesão era ontem (2).
A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação, As escolas terão prazo até 16 de fevereiro para fazer sua inscrição no programa.
O programa foi criado para apoiar escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e do segundo anos do ensino fundamental. A proposta consiste em reforçar o trabalho do professor com a participação de um assistente, a fim de aprimorar a experiência dos alunos nas áreas de leitura, redação e matemática. Os assistentes serão estudantes de pedagogia e licenciatura. A previsão é que o programa esteja funcionando em março. Serão investidos R$ 200 milhões para o pagamento dos assistentes pedagógicos.
A expectativa é atender a 4,2 milhões de alunos em aproximadamente 200 mil turmas espalhadas pelo Brasil. O repasse será feito por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e os auxiliares receberão R$ 150 por mês para cada turma em que atuarem, podendo acumular até oito turmas. Não há vínculo empregatício. Os candidatos a assistente devem, obrigatoriamente, passar por um processo de seleção elaborado pelos municípios.
O programa Mais Alfabetização faz parte da Política Nacional de Alfabetização, lançada pelo MEC em 2017 para combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização. O conjunto de iniciativas terá investimento total de R$ 523 milhões.
Curso Empoderamento de Professores Alfabetizadores Turma de Março
Em março estaremos no Ateliê Casa 91. Espero vocês! Como dizia Paulo Freire, vamos espalhar boniteza por este mundo afora.
Reflexão: CONHECIMENTO QUE EMPODERA TODOS QUE AMAM AS CRIANÇAS
Ao observarem as imagens abaixo, vocês conseguem entender o que está acontecendo? Conseguem perceber alguma inteligência nas escritas apresentadas? Sabem como funciona o processo de aquisição da língua escrita, quais são suas etapas ou qual a razão de chamarmos "construção do conhecimento"? Durante muitos anos na História da Educação, por falta de entendimento do que acontecia, essas escritas foram ignoradas ou condenadas como absurdos.
Vocês irão se surpreender ao descobrir como as crianças aprendem a ler e escrever, as ideias que elaboram até chegarem a escrita convencional. Se vocês não são pedagogos, não se preocupem, não tem obrigação de saber estas respostas, mas conhecer o processo pelo qual todas as crianças que falam Português ou Espanhol, constroem conhecimento sobre como se escreve, certamente é capaz de empoderar e sensibilizar todos aqueles amam as crianças e convivem com elas enquanto passam pelo por este processo.
As pesquisas de Emília Ferreiro na obra Psicogênese da Língua Escrita incluiu crianças de 4, 5 e 6 anos, entre outras idades. Este estudo revolucionou tudo o que se sabia anteriormente sobre a aquisição da escrita, assim defendo que todos aqueles que amam as crianças e convivem com elas devem entender como funciona a 'cabeça/pensamento' delas, quais hipóteses elaboram para que possam libertar-se de cobranças desnecessárias, imposições inadequadas, possíveis traumas, ao contrário, consigam viver com elas este processo com leveza e a tranquilidade de quem entende o que se passa.
Além da compreensão do processo de aprendizagem das crianças os seus responsáveis também se empoderam de como a instituição que escolheram para suas amadas crianças respeitam este processo e trabalham com ele.
As pesquisas de Emília Ferreiro na obra Psicogênese da Língua Escrita incluiu crianças de 4, 5 e 6 anos, entre outras idades. Este estudo revolucionou tudo o que se sabia anteriormente sobre a aquisição da escrita, assim defendo que todos aqueles que amam as crianças e convivem com elas devem entender como funciona a 'cabeça/pensamento' delas, quais hipóteses elaboram para que possam libertar-se de cobranças desnecessárias, imposições inadequadas, possíveis traumas, ao contrário, consigam viver com elas este processo com leveza e a tranquilidade de quem entende o que se passa.
Além da compreensão do processo de aprendizagem das crianças os seus responsáveis também se empoderam de como a instituição que escolheram para suas amadas crianças respeitam este processo e trabalham com ele.
Curso gratuito para adolescentes com defasagem no processo de ensino e aprendizagem
Escolarização de Adolescentes com Defasagem no Processo de Letramento
Curso gratuito elaborado a partir de uma parceria entre Projeto Quixote e Instituto Sedes Sapientiae.
Terças-feiras, das 14h00 às 18h00, de 13/03/2018 a 26/06/2018 (com uma aula a ser realizada num sábado previamente combinado com o grupo). Carga horária: 64 horas.
Local: na Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes, São Paulo, SP.
Nº vagas: 35 (trinta e cinco).
Inscrição de 31/1 a 5/3 de 2018.
Processo seletivo: Será necessária a entrega de currículo resumido e de carta de intenção no ato da inscrição, pois haverá seleção dos inscritos.
Publicação dos resultados: 08 de março de 2018, às 14h00.
Objetivo: Capacitar profissionais das áreas de educação, saúde, serviço social, entre outros, para implementar oficinas de letramento e alfabetização para adolescentes com defasagem no aprendizado da leitura e da escrita; propiciar um espaço de reflexão sobre aspectos teóricos e práticos que subjazem aos processos de letramento e alfabetização, a partir da discussão das características sociológicas, linguísticas e psicopedagógicas envolvidas nesses processos; fornecer instrumentos para identificar o conhecimento prévio, as dificuldades e as necessidades dos adolescentes a serem atendidos pelas oficinas.
Corpo docente: Aglael Gama Rossi, Aline Jardim Vasconcelos, Maria do Carmo Albuquerque, Marlene Coelho Alexandroff.
Monitora: Cristiane Lopes.
Conteúdos: a adolescência como fase do desenvolvimento e suas características; o contexto social e familiar do adolescente excluído do processo escolar; a concepção de letramento e alfabetização, incluindo uma ampla discussão sobre as diferentes possibilidades de letramento presentes no cotidiano; as características linguísticas do processo de aprendizado da leitura e da escrita, com base em conceitos e análise de dados da escrita de crianças e adolescentes de diferentes idades e em diferentes momentos do processo; aspectos metodológicos das oficinas a serem implementadas, tendo em vista a transposição das linguagens artísticas para a leitura e escrita propriamente ditas; elaboração das propostas pedagógicas para as oficinas de letramento e alfabetização a serem realizadas com os adolescentes.
Mais informações e inscrições: https://sedes.org.br/site/cursos-sedes/escolarizacao-de-adolescentes-com-defasagem-no-processo-de-letramento-curso-novo-e-gratuito/
Local: na Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes, São Paulo, SP.
Nº vagas: 35 (trinta e cinco).
Inscrição de 31/1 a 5/3 de 2018.
Processo seletivo: Será necessária a entrega de currículo resumido e de carta de intenção no ato da inscrição, pois haverá seleção dos inscritos.
Publicação dos resultados: 08 de março de 2018, às 14h00.
Objetivo: Capacitar profissionais das áreas de educação, saúde, serviço social, entre outros, para implementar oficinas de letramento e alfabetização para adolescentes com defasagem no aprendizado da leitura e da escrita; propiciar um espaço de reflexão sobre aspectos teóricos e práticos que subjazem aos processos de letramento e alfabetização, a partir da discussão das características sociológicas, linguísticas e psicopedagógicas envolvidas nesses processos; fornecer instrumentos para identificar o conhecimento prévio, as dificuldades e as necessidades dos adolescentes a serem atendidos pelas oficinas.
Corpo docente: Aglael Gama Rossi, Aline Jardim Vasconcelos, Maria do Carmo Albuquerque, Marlene Coelho Alexandroff.
Monitora: Cristiane Lopes.
Conteúdos: a adolescência como fase do desenvolvimento e suas características; o contexto social e familiar do adolescente excluído do processo escolar; a concepção de letramento e alfabetização, incluindo uma ampla discussão sobre as diferentes possibilidades de letramento presentes no cotidiano; as características linguísticas do processo de aprendizado da leitura e da escrita, com base em conceitos e análise de dados da escrita de crianças e adolescentes de diferentes idades e em diferentes momentos do processo; aspectos metodológicos das oficinas a serem implementadas, tendo em vista a transposição das linguagens artísticas para a leitura e escrita propriamente ditas; elaboração das propostas pedagógicas para as oficinas de letramento e alfabetização a serem realizadas com os adolescentes.
Mais informações e inscrições: https://sedes.org.br/site/cursos-sedes/escolarizacao-de-adolescentes-com-defasagem-no-processo-de-letramento-curso-novo-e-gratuito/
MEC lança Política Nacional de Formação de Professores com Residência Pedagógica
Já algum tempo discuto em todos os cursos a importância da "Residência Pedagógica" para a formação de professores. A teoria e prática andam juntas e uma alimenta a outra num movimento permanente, assim que tem que ser.
Durante um ano, quando trabalhava na escola pública tive a oportunidade de receber uma professora em formação a Alessandra Oliveira, trabalhamos juntas coim a pedagogia de projetos e tenho certeza de como essa convivência foi enriquecedora pra ambas e possibilitou a ela reflexões que não seriam possíveis longe da sala de aula.
Mais informações acesse: http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/211-218175739/55921-mec-lanca-politica-nacional-de-formacao-de-professores-com-80-mil-vagas-para-residencia-pedagogica-em-2018
Durante um ano, quando trabalhava na escola pública tive a oportunidade de receber uma professora em formação a Alessandra Oliveira, trabalhamos juntas coim a pedagogia de projetos e tenho certeza de como essa convivência foi enriquecedora pra ambas e possibilitou a ela reflexões que não seriam possíveis longe da sala de aula.
Obrigada Alessandra!
Mais informações acesse: http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/211-218175739/55921-mec-lanca-politica-nacional-de-formacao-de-professores-com-80-mil-vagas-para-residencia-pedagogica-em-2018
Recadinho
Gente querida,
Como educadora compartilho com vocês a razão do nome "Alfabetização sem Cartilha" e empoderamento de professores alfabetizadores. A competência profissional traz a segurança necessária para poder atuar com leveza e tranquilidade junto aos alunos de qualquer idade. A leitura e a escrita fazem parte da vida, o uso destas práticas devem estar presentes na escola que muitas vezes artificializa estes usos deixando de ser significativa. Fui a professora de Dona Tetê, artista conhecida do nosso grupo por seu trabalho com a chita, ela aprendeu a ler e escrever aos 82 anos comigo.
Lemos poesias de Cora Coralina, ouvimos canções de Raul Seixas e João do Vale. Choramos, rimos, cantamos, nos emocionamos e reafirmamos sua história de vida, sua luta, suas conquistas, sua arte escondida embaixo do colchão pela vergonha de não saber ler. Contei a ela um pouco da história de Educação e apresentei-lhe Paulo Freire, que desvelou o grande equivoco de culpar o analfabeto por seu analfabetismo desconsiderando o contexto de desigualdade social que o produz. Senti o peso dos seus ombros se tornar mais leve. Tetê passou muuuitos anos frequentando a escola para adultos sem aprender a ler e escrever porque aquela escola se quer considerava as pessoas que ali estavam, suas histórias, seus saberes sobre o mundo e a vida. Era uma escola como muitas, com uma receita a "cartilha" que enquadra todos num mesmo padrão. Não ouve as pessoas, apenas entrega conteúdos prontos. Pior, estas escolas do século XXI, ainda encontram-se presas no século XVII, desconsideram tudo que foi descoberto sobre como se aprende, sobre como é o processo de aquisição da leitura e da escrita. São escolas de professores maltratados pelas próprias condições da profissão, professores desempoderados e sem alegria. Ao fazer o diagnóstico da escrita com Dona Tetê, percebi que ela possuía hipóteses avançadas sobre a escrita. Como isso não foi percebido? O conhecimento sobre a profissão docente, a atualização profissional empodera o professor que traz curiosidade e entusiamo para sala de aula, enche o ambiente de afeto, alegria, respeito e diálogo; acredita no potencial de seus alunos e eleva sua auto estima. O mais importante nas escolas são as pessoas, o restante: conteúdo, procedimento vem se a pessoa for acolhida.
Assim, convido vocês a fazerem parte do novo curso, venham "vamos espalhar boniteza pelo mundo"
Como educadora compartilho com vocês a razão do nome "Alfabetização sem Cartilha" e empoderamento de professores alfabetizadores. A competência profissional traz a segurança necessária para poder atuar com leveza e tranquilidade junto aos alunos de qualquer idade. A leitura e a escrita fazem parte da vida, o uso destas práticas devem estar presentes na escola que muitas vezes artificializa estes usos deixando de ser significativa. Fui a professora de Dona Tetê, artista conhecida do nosso grupo por seu trabalho com a chita, ela aprendeu a ler e escrever aos 82 anos comigo.
Lemos poesias de Cora Coralina, ouvimos canções de Raul Seixas e João do Vale. Choramos, rimos, cantamos, nos emocionamos e reafirmamos sua história de vida, sua luta, suas conquistas, sua arte escondida embaixo do colchão pela vergonha de não saber ler. Contei a ela um pouco da história de Educação e apresentei-lhe Paulo Freire, que desvelou o grande equivoco de culpar o analfabeto por seu analfabetismo desconsiderando o contexto de desigualdade social que o produz. Senti o peso dos seus ombros se tornar mais leve. Tetê passou muuuitos anos frequentando a escola para adultos sem aprender a ler e escrever porque aquela escola se quer considerava as pessoas que ali estavam, suas histórias, seus saberes sobre o mundo e a vida. Era uma escola como muitas, com uma receita a "cartilha" que enquadra todos num mesmo padrão. Não ouve as pessoas, apenas entrega conteúdos prontos. Pior, estas escolas do século XXI, ainda encontram-se presas no século XVII, desconsideram tudo que foi descoberto sobre como se aprende, sobre como é o processo de aquisição da leitura e da escrita. São escolas de professores maltratados pelas próprias condições da profissão, professores desempoderados e sem alegria. Ao fazer o diagnóstico da escrita com Dona Tetê, percebi que ela possuía hipóteses avançadas sobre a escrita. Como isso não foi percebido? O conhecimento sobre a profissão docente, a atualização profissional empodera o professor que traz curiosidade e entusiamo para sala de aula, enche o ambiente de afeto, alegria, respeito e diálogo; acredita no potencial de seus alunos e eleva sua auto estima. O mais importante nas escolas são as pessoas, o restante: conteúdo, procedimento vem se a pessoa for acolhida.
Assim, convido vocês a fazerem parte do novo curso, venham "vamos espalhar boniteza pelo mundo"
E agora, Prô? Autor: Mário Pires AZANHA
Curso para Empoderamento de Professores Alfabetizadores.


O professor Mário Pires AZANHA, sempre dizia que você poderia ler e até decorar um manual de instrução sobre como nadar, mas sem a prática da natação ao cair numa piscina morreria afogado. Assim é com a Educação muitos cursos de formação de professores separam a teoria da prática enquanto o movimento de reflexão-ação-reflexão só é possível por meio da relação entre ambas.
Venha participar do curso que propõe estudar e voltar-se a prática e após a prática voltar a refletir, como num moto perpétuo.
Venha participar do curso que propõe estudar e voltar-se a prática e após a prática voltar a refletir, como num moto perpétuo.
Reflexão: As Escolas
As escolas deveriam ensinar o diálogo, mas são lugares no quais não se pode falar;
As escolas deveriam ensinar a cooperação, mas são lugares de competitividade;
As escolas deveriam ser lugares de convivência, de desenvolvimento do humano e não de desumanização;A escola deveriam ser feliz, trazer harmonia para as crianças e os adultos que a frequentam;
As escolas deveriam nos lembrar de quem somos, de onde viemos, nos conectar com nossa ancestralidade e a natureza; mas são parecidas a pequenas prisões, reguladas por sirenes, totalmente concretadas sem grama, flores ou frutos;
A escola deveria ensinar o amor e o respeito e isso só se aprende pelo exemplo.
Não podemos querer que as crianças façam um outro mundo melhor, temos que começar por nós, se não formos melhores, não ajudaremos a formar pessoas melhores.
As escolas somos NÓS.
Obrigada Ayni, pela inspiração.
Alfabetização requer mais do que só método, diz ganhadora do Jabuti
A alfabetização é uma fase crucial. Segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), 55% das crianças do 3º ano do ensino fundamental têm habilidades insuficientes de leitura.
Para a educadora e ganhadora do Prêmio Jabuti na categoria educação, Magda Soares, a alfabetização vai além de métodos, é preciso entender o processo cognitivo das crianças em cada fase.
Leia Matéria em http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/12/1945915-alfabetizacao-requer-mais-do-que-so-metodo-diz-ganhadora-do-jabuti.shtml?loggedpaywall
Leia Matéria em http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/12/1945915-alfabetizacao-requer-mais-do-que-so-metodo-diz-ganhadora-do-jabuti.shtml?loggedpaywall
Ayni - A escola é o bosque e o bosque é a escola.
A Ayni nasceu de um sonho, de uma jornada de vida e autoconhecimento em uma viagem de 3 anos pelo mundo.
AYNI é uma palavra Quechua (idioma dos Incas e ainda o terceiro idioma mais falado na América do Sul), significa cooperação e solidariedade. Mais que uma palavra é uma forma de viver que se manifesta em relações sociais de ajuda mútua e reciprocidade. Eu te ajudo, construímos sua casa, juntos construímos a de um outro amigo, ele nos ajuda a construir a minha. É por parte de nossa escola uma homenagem e uma referência com honra ao povo e região andina pela importância na história da criação do projeto.
AYNI é uma palavra Quechua (idioma dos Incas e ainda o terceiro idioma mais falado na América do Sul), significa cooperação e solidariedade. Mais que uma palavra é uma forma de viver que se manifesta em relações sociais de ajuda mútua e reciprocidade. Eu te ajudo, construímos sua casa, juntos construímos a de um outro amigo, ele nos ajuda a construir a minha. É por parte de nossa escola uma homenagem e uma referência com honra ao povo e região andina pela importância na história da criação do projeto.
E agora, Prô? Indica: Cidade Escola Ayni
Indicação o site da Cidade Escola Ayni local onde pude vivenciar momentos maravilhosos que irei compartilhar com vocês.
A falência do livro didático
Marisa Midori Deaecto é historiadora, profª. da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e drª. Honoris Causa da Univ. Eger, Hungria.
“A família Ribeiro vive em um sítio, onde planta cana-de-açúcar. Toda a produção de cana-de-açúcar do sítio dessa família é vendida para uma fábrica da cidade. Na fábrica, a cana-de-açúcar é transformada em açúcar.
O açúcar consumido na casa da família Ribeiro é fabricado, na cidade, com a cana-de-açúcar plantada no próprio sítio da família Ribeiro.”
(Buriti – Geografia, 3. Organizadora: Editora Moderna. Obra coletiva, concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. São Paulo: Editora Moderna, 2013, p. 105.)
Triste paisagem
Daqui a alguns anos com um pouco mais de sorte e se o livro didático assim o permitir, a mesma criança que passou por esse capítulo será introduzida em uma outra realidade socioeconômica: a da grande propriedade agroexportadora.
Sabemos que o plantio da cana e a produção de açúcar constituem, desde suas origens no Brasil colonial, um complexo fundado na casa grande, na senzala, no latifúndio e no engenho. A chegada da usina e, hoje, da grande indústria açucareira não alterou estruturalmente essa unidade. Leitores de José Lins do Rego, particularmente do “ciclo da cana-de-açúcar”, vão se lembrar de que os romances se iniciam no engenho e terminam quando este se encontra de “fogo morto”. O autor retrata a decadência do Nordeste açucareiro, nos anos de 1930, mas não a mudança da estrutura fundiária dessa região. Hoje o Estado de São Paulo desponta como a grande potência brasileira na produção de açúcar e álcool. No entanto, as tecnologias não romperam com um sistema de produção fundado na tríade: monocultura em larga extensão – ou seja, baseada no latifúndio, usina transformadora de matéria-prima em produto industrializado e mão de obra assalariada.
Nessa triste paisagem, o sítio da família Ribeiro, tal como descrito na citação anterior, não passaria de uma quimera. Se inserido em um debate mais amplo sobre a estrutura fundiária e a exploração do trabalhador rural, esse modelo bem se apresentaria como uma solução para o problema da desigualdade no Brasil.
(Buriti – Geografia, 3. Organizadora: Editora Moderna. Obra coletiva, concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. São Paulo: Editora Moderna, 2013, p. 105.)
Triste paisagem
Daqui a alguns anos com um pouco mais de sorte e se o livro didático assim o permitir, a mesma criança que passou por esse capítulo será introduzida em uma outra realidade socioeconômica: a da grande propriedade agroexportadora.
Sabemos que o plantio da cana e a produção de açúcar constituem, desde suas origens no Brasil colonial, um complexo fundado na casa grande, na senzala, no latifúndio e no engenho. A chegada da usina e, hoje, da grande indústria açucareira não alterou estruturalmente essa unidade. Leitores de José Lins do Rego, particularmente do “ciclo da cana-de-açúcar”, vão se lembrar de que os romances se iniciam no engenho e terminam quando este se encontra de “fogo morto”. O autor retrata a decadência do Nordeste açucareiro, nos anos de 1930, mas não a mudança da estrutura fundiária dessa região. Hoje o Estado de São Paulo desponta como a grande potência brasileira na produção de açúcar e álcool. No entanto, as tecnologias não romperam com um sistema de produção fundado na tríade: monocultura em larga extensão – ou seja, baseada no latifúndio, usina transformadora de matéria-prima em produto industrializado e mão de obra assalariada.
Nessa triste paisagem, o sítio da família Ribeiro, tal como descrito na citação anterior, não passaria de uma quimera. Se inserido em um debate mais amplo sobre a estrutura fundiária e a exploração do trabalhador rural, esse modelo bem se apresentaria como uma solução para o problema da desigualdade no Brasil.
Sabemos que o plantio da cana e a produção de açúcar constituem, desde suas origens no Brasil colonial, um complexo fundado na casa grande, na senzala, no latifúndio e no engenho. A chegada da usina e, hoje, da grande indústria açucareira não alterou estruturalmente essa unidade.
No entanto, o capítulo trata da relação entre campo e cidade! Para quem visita Ribeirão Preto, a paisagem diz mais do que palavras. Nessa região, estradas simples são tomadas por caminhões pesados, abarrotados de cana-de-açúcar. O tráfego é lento, pois esses veículos devem suportar duas ou até três carrocerias, donde os nomes “Romeu e Julieta” e “treminhão”. Ora, seria inimaginável pensar que esses caminhões pudessem adentrar nas rodovias para levar a cana à indústria situada na cidade. Não, eles trafegam em estradas vicinais, pois o transporte consiste em levar a cana da lavoura, a qual ocupa quilômetros a perder de vista, até a usina. Não é o só o fator logístico que justifica essa composição. Mas não é esse ponto.
Mercado editorial x escola
Livros didáticos movimentam a porção mais expressiva da indústria editorial brasileira, em exemplares produzidos e em capital gerado. Segundo os dados apurados pela Fipe, em 2016 o subsetor de didáticos foi responsável pela impressão ou reimpressão de 12.065 títulos, ou o equivalente a 220.458.397 exemplares. Em títulos, ele fica abaixo dos livros científicos, técnicos e profissionais (13.719) e de obras gerais (19.370), que abarcam um universo muito abrangente, excetuando apenas os religiosos (6.665). Porém, se considerarmos as tiragens, ou seja, os exemplares impressos, concluímos que a produção anotada no subsetor de didáticos supera a soma dos outros três subsetores (obras gerais + religiosos + CTP = 206.729.696). É preciso considerar, ainda, seu potencial de mercado, pois as vendas se destinam às escolas públicas (governo) e ao ensino privado. Diante dessas cifras, não é difícil concluir sobre sua força mobilizadora na indústria editorial e gráfica do Brasil.
Isso não se dá sem consequências. Cumpre ressaltar que os livros didáticos criaram sua própria rotina no mercado e no universo escolar.
As relações contratuais que demarcam a figura do autor e a do editor, seguindo um modelo multissecular de garantia do copyright, foram simplesmente abolidas em função da ideia de um novo projeto coletivo. Tal perspectiva podou a formação de novas gerações de autores surgidas na sala de aula ou nos quadros universitários. Para citar alguns nomes que marcaram época, pensemos em Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Massaud Moisés, José Jobson Arruda, Carlos Guilherme Mota, Leo Huberman, Melhem Adas, José Dantas –, sem contar autores não menos clássicos nas áreas de Matemática, Biologia, Física e Química – foram substituídos por inscrições aparentemente democráticas, a exemplo do livro em questão: “Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela editora Moderna”. Um único nome impera, soberano e onisciente na folha de rosto: o da “editora executiva”. Ora, publishersnão escrevem livros. Editores também não os escrevem.
Mercado editorial x escola
Livros didáticos movimentam a porção mais expressiva da indústria editorial brasileira, em exemplares produzidos e em capital gerado. Segundo os dados apurados pela Fipe, em 2016 o subsetor de didáticos foi responsável pela impressão ou reimpressão de 12.065 títulos, ou o equivalente a 220.458.397 exemplares. Em títulos, ele fica abaixo dos livros científicos, técnicos e profissionais (13.719) e de obras gerais (19.370), que abarcam um universo muito abrangente, excetuando apenas os religiosos (6.665). Porém, se considerarmos as tiragens, ou seja, os exemplares impressos, concluímos que a produção anotada no subsetor de didáticos supera a soma dos outros três subsetores (obras gerais + religiosos + CTP = 206.729.696). É preciso considerar, ainda, seu potencial de mercado, pois as vendas se destinam às escolas públicas (governo) e ao ensino privado. Diante dessas cifras, não é difícil concluir sobre sua força mobilizadora na indústria editorial e gráfica do Brasil.
Isso não se dá sem consequências. Cumpre ressaltar que os livros didáticos criaram sua própria rotina no mercado e no universo escolar.
As relações contratuais que demarcam a figura do autor e a do editor, seguindo um modelo multissecular de garantia do copyright, foram simplesmente abolidas em função da ideia de um novo projeto coletivo. Tal perspectiva podou a formação de novas gerações de autores surgidas na sala de aula ou nos quadros universitários. Para citar alguns nomes que marcaram época, pensemos em Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Massaud Moisés, José Jobson Arruda, Carlos Guilherme Mota, Leo Huberman, Melhem Adas, José Dantas –, sem contar autores não menos clássicos nas áreas de Matemática, Biologia, Física e Química – foram substituídos por inscrições aparentemente democráticas, a exemplo do livro em questão: “Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela editora Moderna”. Um único nome impera, soberano e onisciente na folha de rosto: o da “editora executiva”. Ora, publishersnão escrevem livros. Editores também não os escrevem.
As relações contratuais que demarcam a figura do autor e a do editor, seguindo um modelo multissecular de garantia do copyright, foram simplesmente abolidas em função da ideia de um novo projeto coletivo.
Por trás dessa aparente democratização que dilui a figura do autor em nome de uma coletividade, senão, de um projeto pedagógico, todo o sistema educacional é colocado em xeque. Afinal de contas, são as escolas que desenvolvem projetos pedagógicos, não as editoras. Da mesma forma que são os autores que propõem metodologias de ensino, expressam suas visões de mundo, elaboram sistemas interpretativos. E, finalmente, cabe ao professor desenvolver seu próprio senso crítico e decidir, pela razão, sobre o melhor livro a ser adotado.
A culpa é de quem?
Ao engajar a comunidade escolar com pacotes completos de ensino, professores e alunos se tornam títeres de um sistema educacional fadado ao malogro. Coordenadores pedagógicos, sobretudo no sistema privado, desempenham o papel de gestores. Professores são engessados em métodos e cursos de complementação profissional que se resumem a lhes ensinar como empregar o livro didático em sala de aula. Alunos são conduzidos a deglutir conteúdos lúdicos, coloridos, mas cujos equívocos podem comprometer, no presente e no futuro, suas formas de entendimento do mundo e da ciência. Enquanto isso, a formação docente é acachapada por cursos rápidos de licenciatura que mais se assemelham ao imenso moedor de carne evocado nos anos 80 por Pink Floyd. Mas a culpa, nesse caso, não é dos professores!
A culpa é de uma máquina de produzir informações que não honra o valor do conhecimento gerado e reproduzido nas universidades brasileiras. Não falemos sobre o desrespeito ao profissional formado nas universidades, em suas diferentes áreas. A culpa é de um sistema de ensino articulado com o mercado editorial que não deixa margens para a expressão e a interação de professores e alunos na sala de aula. A culpa é dos pais que não dispõem de tempo para refletir sobre os conteúdos que são passados aos seus filhos.
Diante de uma paisagem triste e de difícil solução, apenas a mobilização de setores educacionais, mas, sobretudo, da comunidade escolar como um todo (pais, alunos, professores, coordenadores pedagógicos) será capaz de decretar a falência desse modelo de livro didático que desconsidera o direito de propriedade e o dever de responsabilidade intelectual. A falência moral de um projeto que apresenta impunemente conteúdos duvidosos e que coloca em segundo plano a capacidade de reflexão de professores e alunos, esta certamente já foi decretada.
A culpa é de quem?
Ao engajar a comunidade escolar com pacotes completos de ensino, professores e alunos se tornam títeres de um sistema educacional fadado ao malogro. Coordenadores pedagógicos, sobretudo no sistema privado, desempenham o papel de gestores. Professores são engessados em métodos e cursos de complementação profissional que se resumem a lhes ensinar como empregar o livro didático em sala de aula. Alunos são conduzidos a deglutir conteúdos lúdicos, coloridos, mas cujos equívocos podem comprometer, no presente e no futuro, suas formas de entendimento do mundo e da ciência. Enquanto isso, a formação docente é acachapada por cursos rápidos de licenciatura que mais se assemelham ao imenso moedor de carne evocado nos anos 80 por Pink Floyd. Mas a culpa, nesse caso, não é dos professores!
A culpa é de uma máquina de produzir informações que não honra o valor do conhecimento gerado e reproduzido nas universidades brasileiras. Não falemos sobre o desrespeito ao profissional formado nas universidades, em suas diferentes áreas. A culpa é de um sistema de ensino articulado com o mercado editorial que não deixa margens para a expressão e a interação de professores e alunos na sala de aula. A culpa é dos pais que não dispõem de tempo para refletir sobre os conteúdos que são passados aos seus filhos.
Diante de uma paisagem triste e de difícil solução, apenas a mobilização de setores educacionais, mas, sobretudo, da comunidade escolar como um todo (pais, alunos, professores, coordenadores pedagógicos) será capaz de decretar a falência desse modelo de livro didático que desconsidera o direito de propriedade e o dever de responsabilidade intelectual. A falência moral de um projeto que apresenta impunemente conteúdos duvidosos e que coloca em segundo plano a capacidade de reflexão de professores e alunos, esta certamente já foi decretada.
Paulo Freire segue como patrono da educação
Sugestão Legislativa movida pelo Escola Sem Partido foi rejeitada no Senado
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal rejeitou na manhã desta quinta-feira 14 a Sugestão Legislativa que pretendia retirar do educador recifense Paulo Freire o título de patrono da educação brasileira.
O pedido para arquivar o projeto foi feito pela senadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra. Junto da senadora durante a sessão estava Daniel Cara, como representante do Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática, principal articulador na campanha pela manutenção do nome de Freire.
As Sugestões Legislativas surgem a partir de petições públicas informais, e devem ter no mínimo 20 mil assinaturas para serem acolhidas pelo Senado. O abaixo-assinado foi redigido por uma estudante de direito e membro do Escola Sem Partido, e teve amplo apoio do Movimento Brasil Livre. Se validada, ganha a força de um Projeto de Lei.
A ofensiva contra o nome e o legado de Paulo Freire provocou intensa reação na sociedade. O Coletivo lançou um manifesto pela manutenção do título ao educador, com aderência de milhares de educadores, pesquisadores, políticos, filósofos e sociedade em geral. A partir do manifesto outras ações foram articuladas, e contribuíam para que a intenção do projeto ultraconservador fosse rejeitada. Cara avaliou como “vitória a decisão da Comissão de Direitos Humanos contra o Escola Sem Partido e o obscurantismo.”
Ao final da sessão, a senadora afirmou que “só alguém que desconhece a grandiosidade da vida e da obra de Paulo freire na luta pela educação no Brasil e no mundo pode representar um recurso de maneira estupida como esse.”
Legado
Paulo Freire é um educador internacionalmente reconhecido, sendo um dos mais proeminentes nomes da Pedagogia e das Ciências Humanas. Foi laureado com 41 títulos de doutor honoris causa por universidades distribuídas por todo o mundo e intitulado professor emérito de cinco universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP).
Também foi agraciado com títulos conferidos pela comunidade internacional, como o prêmio da Unesco de Educação para a Paz, em 1986. Secretário municipal de Educação entre 1989 e 1991, é ainda hoje considerado o melhor gestor educacional da história paulistana, aclamado presidente de honra da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
“Pedagogia do Oprimido” (1968), considerada sua obra-prima, é a terceira mais citada em toda a literatura das ciências humanas, segundo pesquisa realizada por Elliott Green, professor associado à London School of Economics.
Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/paulo-freire-segue-como-patrono-da-educacao-brasileira/
Vivência pedagógica
"Quando a natureza é a escola!"
Tudo no mundo evolui, as escolas também precisam.A escola cidade Ayni é uma forma de viver, essa é nossa pedagogia. "Essa é a nossa base pedagógica. A relação de respeito, carinho e os limites como forma de amor para as crianças. Nesse espaço sagrado, nessa relação entre adultos e crianças, todos crescemos, nos desenvolvemos e avançamos como sociedade, como humanidade."
Participarei da Vivência pedagógica 26/12 à 03/01, prometo contar tudo para vocês!
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