sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Dia da Consciência Negra

A cada dia no Brasil nos deparamos com situações de racismo e preconceito. 

O vídeo do jornalista William Waack, a agressão ao rapaz Diogo Cintra, que não recebeu ajuda de seguranças no Terminal Parque Dom Pedro por causa da cor da sua pele, a professora mestranda em educação Luana Tolentino, RAFAEL BRAGA e tantos outros.

Por volta desta época do ano começam a proliferar artigos, reportagens, filmes na TV, essa semana mesmo foi exibido Mandela em um canal aberto, no entanto, estas ações pontuais não contribuem muito para uma formação anti-racista.

A maior parte da população brasileira é negra, porém recebemos uma educação escolar ideológica que apaga a luta do povo negro por sua liberdade, e ao invés de mostrar sua resistência, a formação dos Quilombos, mostra uma benevolente princesa branca entregando como prenda, o que foi uma conquista de sangue. Acredito que todos já tenham visto o vídeo: Boneca preta, boneca branca, somos bombardeados por mensagens subliminares racistas o tempo todo por várias mídias. Como construímos a noção do belo e do bom? De onde crianças tão pequenas tiraram as ideias mostradas no vídeo? 

Meu amigo Carlos Eduardo Machado, levou 12 anos para conseguir publicar seu livro: Gênios da Humanidade. Gênios negros, que nunca tínhamos ouvido falar, pois a temática foi rechaçada por muitas editoras ao longo desses anos.

Eu passei pela escola sem nunca ter ouvido falar em Zumbi dos Palmares, não haviam livros nem filmes que retratassem o povo negro de forma positiva, sempre foram apresentados de forma degradante, mas tenho visto uma forte mudança neste panorama, mudança conquistada pelo Movimento Negro e seu empoderamento.


"Recomendei o livro do Carlos, para todos os alunos da graduação quando ainda só existia na versão virtual." - Jany Nascimento

Censo: Em dez anos, matrículas públicas do ensino básico caem 18%

Dados ainda são preliminares e mostram que EJA foi o que teve maior queda.

RIO - Os dados preliminares do Censo Escolar 2017 revelam uma queda de 18% no número total de matrículas da rede pública nos últimos dez anos. Em 2007, cerca de 46 mil estudantes se matricularam no ensino infantil, fundamental, médio e na educação de jovens e adultos. Dez anos depois, este número caiu para 37.549.814. Somente um destes segmentos teve crescimento nesse período: o ensino infantil (creches e pré-escolas) com 22%. O levantamento produzido pelo Ministério da Educação (MEC) só se torna oficial depois de validado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Na outra ponta, os dados mostram outra realidade. A educação de jovens e adultos caiu 41% neste período. Em 2007 eram 4.848.108 matrículas, no último registro caiu para 2.858.145. Em valores absolutos, a maior redução está no ensino fundametal. Foram quase 7 milhões de matrículas a menos nesses dez anos, o que equivale a um percentual de redução de 23,97%.

O censo, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, ainda detalha o número de matrículas por cidade e estado e precisará ser validado pelo TCU para que o Ministério da Educação possa publicá-lo em sua versão final. São com estes números que a pasta determina o repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Em relação ao ano passado, os números de matrículas tiveram uma leve queda. Eram 37,9 milhões e foi para 37,4 milhões. Neste recorte é possível perceber um aumento discreto do ensino fundamental, médio e da educação de jovens e adultos: os mesmos que tiveram decréscimo na série histórica. O ensino infantil, que corresponde a creche e a pré-escola, tiveram uma queda no último ano frente a uma expansão na última década.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/censo-em-dez-anos-matriculas-publicas-do-ensino-basico-caem-18-21799966

Salário dos professores brasileiros está entre os piores do mundo

Dados da OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros são extremamente baixos quando comparados a países desenvolvidos.
Os valores fazem parte do estudo Education at a Glance , que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros da organização e 10 parceiros, incluindo o Brasil.

De acordo com o estudo, um professor em início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Em Luxemburgo, o país com o maior salário para docentes, ele recebe 66.085 dólares. Entre os países membros da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dólares. Quase três vezes mais que o salário brasileiro.

Até mesmo em países da América Latina como Chile e México, os professores recebem um salário consideravelmente maior que o brasileiro, 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Entre os países mapeados pela pesquisa, o Brasil só fica à frente da Indonésia, onde os professores recebem cerca de 1.560 dólares por ano. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

O que aconteceu com as propostas da Escola sem Partido pelo Brasil

"É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte 
Atenção para a estrofe e pro refrão
Pro palavrão, para a palavra de ordem
Atenção para o samba exaltação
Atenção
Tudo é perigoso..."
Pena não "caber" no contexto o restante da canção.

CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS APROVA RESOLUÇÃO QUE REPUDIA O ESCOLA SEM PARTIDO

No documento, o órgão se manifesta pela garantia de direitos e livre debate sobre gênero e sexualidade humana em âmbito escolar.

Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) em reunião ordinária, ocorrida nos dias 23 e 24 de agosto de 2017,em Brasília (DF) (Créditos: Thamara Abreu/CNDH)

O plenário do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) aprovou, por unanimidade, a Resolução n° 7, de 23 de agosto de 2017, colocando-se contra a iniciativa do programa “Escola sem Partido” e a favor do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e da garantia de direitos e livre debate sobre gênero e sexualidade em ambiente escolar. Acesse a resolução completa aqui

No documento, o CNDH repudia “quaisquer iniciativas, públicas ou privadas, que tenham por objetivo impedir a referência a gênero e sexualidade em ambiente escolar, bem como impedir programas voltados à promoção da igualdade e ao combate à discriminação em tais assuntos, respeitados, evidentemente, as necessidades e o conteúdo apropriado para cada idade”.

De acordo com o coordenador da Comissão Permanente Direito ao Trabalho, à Educação e à Seguridade Social, Leonardo Pinho, a recente aprovação de leis estaduais e municipais com o propósito de impedir a livre discussão de ideias em âmbito escolar motivaram a comissão a se debruçar sobre o tema. “Além das leis, também nos preocupou o fato de serem disponibilizados na internet modelos de notificação extrajudicial ameaçando diretores e professores de escolas com processos judiciais que insistam em abordar conteúdos relacionados a gênero e sexualidade em sala de aula”, informa o conselheiro.

O posicionamento do órgão foi construído com base na Constituição, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e considera também as últimas decisões judiciais e posicionamento de outros órgãos com relação aos projetos de lei “Escola sem Partido” – como a nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) que declara inconstitucional o modelo de notificação extrajudicial que proíbe discussão de gênero nas escolas e a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5537 MC/AL, determinando a suspensão da lei estadual do Alagoas no 7.800/16, que instituía o Programa Escola Livre.

O CNDH ainda recomenda que o Conselho Nacional da Educação (CNE) esclareça a todos os gestores e instituições pertencentes ao sistema sobre a inconstitucionalidade das iniciativas como a Lei 7.800/2016, do estado de Alagoas, que instituiu o programa “Escola Livre”. “Essencialmente, a resolução coloca que o Brasil precisa ter uma escola plural, que possa fazer o debate de gênero e de outros temas sem censura ou patrulhamento”, diz Leonardo.

A resolução deverá ser encaminhada para diversos órgãos governamentais, como o Supremo Tribunal Federal (STF), a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos, Secretarias estaduais e municipais de Educação, Comissão de Educação e da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Também receberão a resolução organizações da sociedade civil, conselhos e federações que atuam na área da educação ou tenham alguma relação com o tema, como Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Federal de Psicologia (CFP), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Fonte: http://www.deolhonosplanos.org.br/cndh-resolucao-escola-sem-partido/